ela.

Sempre me enfiaram coisas na cabeça sobre ti, quiseram-me pôr coisas na cabeça para que nada resulta-se na nossa amizade e se calhar foi por isso que a nossa amizade teve tantos baixos e poucos altos, mas a altura não interessa. Talvez também porque nessa altura nenhuma de nós estava bem, e o melhor foi o passado ter acabado, pois foi isso que aconteceu, se me arrependo de te ter conhecido? Népia, não me arrependo de nada. Olho em volta e fecho os olhos porque de vez em quando vêm-me coisas há cabeça que não interessam a ninguém, que me dão vontade de chorar, mas depois penso nas pessoas, mas impressionante que na primeira pessoa em que penso é no meu Felipe e de seguida vens-me tu há cabeça e lembro-me de rir, não rir de gozo mas rir de felicidade porque vocês são das pessoas que me fazem acordar e olhar em frente. Olha o que eu faria sem vocês? Muita coisa mas não era igual, mas eu amoo-vos e o resto eu não quero saber. Eu choro por vos ver chorar e eu sorrio por vos ver sorrir e nada me faz melhor. Não me arrependo de tudo o que fizémos juntas, nem tudo foi mau, sinto-me até muito bem por puder recordar tudo isso pois foi com isso que eu aprendi, não tudo o que sei porque isso não é metade de nada mas pronto. Escrevi isto porque me lembrei de ti e de te ver estranhamente estranha, não estranhamente estranha porque tu és estranha mas não me senti à vontade para me exprimir porque senti que não tinha de ser eu a fazê-lo. Se alguma vez te faltar, desrespeitar, críticar ou sei la mais o quê chegas-te a mim e dizes: "Então caralho? Estás bem?!" e de pois mandas-me uma chapada , e se eu ficar meio desorientada (de certeza que fico) sei que vais estar lá para dizer: "Isto é um erro, lembra-te do que me disses-te e nunca mais o voltes a fazer!" e eu aí sorrirei para ti.
7/10/2010