"things will get better if you just hold my hand"
Por vezes fazias-me desistir, rebaixavas-me e não me deixavas ser quem sou, repreendia-me por ti, achando teres razão, fugia das certezas como se fugisse de um tornado ou de um maremoto, escondendo-me num abrigo onde me envolviam incertezas e inseguranças, tentava omitir tudo o que pensava para não ser criticada, franzias-me o sobrolho sempre que dizia algo animado para que o ambiente de gelo que se estabelecia entre nós se descongelasse e se partisse, tentava orgulhar-me de tudo o que tinhamos passado, mas simplesmente não conseguia, sentia que estavas comigo por estares e não por me amares ou por sermos correspondidos, ficava sentida cada vez que me julgavas mas chegou um dia em que me beijaste mais uma vez depois de uma discussão sobre isto e disseste-me: "as coisas ficarão melhores se me deres a mão" e naquele momento sentimos, ali mesmo, aquela cumplicidade que não carece explicações, e ficámos assim.
pai
se me perguntarem do que tenho saudades, eu tenho saudades disto.
de ser pequena, de todos me mimarem, das férias em toda a parte, dos acampamentos, da união da minha família mas principalmente de estar com ele.
eu amo-o, é a pessoa com quem eu menos estou, com quem quero que fique comigo para sempre, do meu ídolo e eu trato-o por pai.
é a pessoa que eu sei que me protegerá para sempre e do meu lado ficará sem virar costas e sem me julgar.
eu amo-te pai.
de ser pequena, de todos me mimarem, das férias em toda a parte, dos acampamentos, da união da minha família mas principalmente de estar com ele.
eu amo-o, é a pessoa com quem eu menos estou, com quem quero que fique comigo para sempre, do meu ídolo e eu trato-o por pai.
é a pessoa que eu sei que me protegerá para sempre e do meu lado ficará sem virar costas e sem me julgar.
eu amo-te pai.
duas pessoas quando estão destinadas a ficar uma com a outra, ficam.
tudo estava bem, tudo corria como previsto, tudo era mágico e diferente como sempre ele achou, pensava que ela era única rapariga que alguma vez amara, julgava-a a única rapariga existente neste mundo, achava que ela era um sonho, até que ela um dia se cansou dele ser tão pegado e obcecado até que por fim desistiu. ele pensando o que achava dela, ficou triste, desiludido como nunca ficara antes pois, tudo o que ela significava para ele era tudo e pelos vistos ela nunca gostou assim tanto dele, como nunca o compreendeu o suficiente então olha.
um dia esse rapaz estava sozinho num parque lindo, cheio de grandes árvores, lagos e animais, até que viu passar uma rapariga linda, maravilhosa, perfeita, digamos assim, morena de cabelo encaracolado bem comprido, olhos verdes como a relva molhada a brilhar ao sol, com as maçãs do rosto meio esvermelhadas e bem rechonchudas, daquelas que apetece chegar a elas e apertar. ela foi-lhe perguntar as horas e ele depois de lhe responder nem hesitou em convidá-la para ir tomar um café e foram mesmo nessa noite. combinaram num bar lindo, com muito pouca gente, um bar tranquilo assim dizendo, até que ele a beijou, mas ela envergonhada saiu a correr. ele sem qualquer contacto com ela nunca mais a viu.
um dia lá volta ele para aquele lindo parque até que de repente ele olha para trás e a vê. foi a correr ter com ela. ela explicou-lhe que naquela altura apenas precisava era de um amigo que a apoiasse não de um compromisso, mas que a partir daquele acontecimento, ficara sempre no parque à espera dele e ele só naquele dia é que tinha aparecido, queria dizer-lhe que estava arrependida de se ter ido embora e que queria ficar com ele até aquilo dar, até ao fim, se houvesse.
e assim foi, ele arrependeu-se de ter sido tão pegado da última vez que desta vez, ele não quis ser assim. e sim foi uma relação perfeita, claro com as suas discussões mas nada de grave, duas pessoas quando estão destinadas a ficar uma com a outra, assim ficam.
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