a vergonha de nós mesmos.
Eu falo a bem, nunca falei mal sem que tivesse motivos, e os outros? Caguei. Tentei esclarecer uma cena, MERDA, tentei falar a bem, MERDA, tentei exprimir-me, MERDA, tentei sentir e pôr-me no lugar das outras pessoas, MERDA, tentei não acreditar na realidade, MERDA, tentei sobreviver a injustiças, MERDA, tentei com que as pessoas me entendessem, MERDA, tentei acreditar em mentiras, MERDA, tentei que me fizessem feliz, MERDA, tentei fazer os outros felizes, MERDA, eu fiz isto tudo e o resultado? MERDA. Os outros fazem isto? Não. Será por isso que se julgam perfeitos? Eu acredito que sim. Erraram? Pois se calhar não, porque a perfeição afinal de contas não erra! Não escrevo isto para emendar a perfeição, porque a perfeição não dá para emendar, estas pessoas julgam-se únicas e perfeitas, julgam que tudo gira à volta delas, julgam tudo, têm a mania da perseguição. E as pessoas que dizem que não são perfeitas dizem-no para receber elogios. Eu não digo que sou ou que não sou, eu sou quem sou, gostam? FIXE. Não gostam? OK :D. Afinal de contas eu não tenho moral para falar porque já errei. As pessoas pensam que são as únicas porque nunca quiseram admitir os seus erros e para os outros essas/esses são perfeitos. Eu? Eu admito os erros. Não tenho vergonha de ser quem sou, pois ter vergonha de ser quem são é muita.
